quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Trabalho na adolescência pode ser benéfico, mas exige supervisão

Juliana Zambelo
Do UOL, em São Paulo
  • Thinkstock
    Uma das primeiras atitudes dos pais deve ser conversar sobre o tipo de trabalho que o filho tem em mente
    Uma das primeiras atitudes dos pais deve ser conversar sobre o tipo de trabalho que o filho tem em mente
A entrada no mercado de trabalho é considerada um passo importante em direção ao mundo adulto. Para muitos jovens brasileiros, esse avanço acontece ainda durante o ensino médio, antes dos 17 anos, por uma necessidade de complementar a renda dos pais, enquanto nas famílias com melhor situação financeira, o passo costuma ser dado somente após a entrada na faculdade.

A vontade de trabalhar, no entanto, pode surgir precocemente. Nesses casos, cabe aos adultos tentar compreender qual é a motivação por trás desse desejo para avaliar se ele deve ser atendido ou adiado por mais alguns anos.

De acordo com uma alteração na Consolidação das Leis do Trabalho feita em 2000, crianças e adolescentes de até 14 anos são proibidos de trabalhar. Entre 14 e 16, o trabalho é permitido apenas na condição de aprendiz.

Em todos os casos, para qualquer jovem menor de 18 anos, são proibidos trabalhos em condições consideradas insalubres, perigosas, em período noturno ou em horários que impeçam a frequência à escola.

Para Frida Marina Fischer, professora da Faculdade de Saúde Pública da USP e pesquisadora do tema trabalho na adolescência, o ideal é que os jovens deixem para trabalhar após a conclusão do ensino médio.

"É precoce que alguém com menos de 18 anos comece a trabalhar. É começar a vida de adulto muito cedo. Eles vão trabalhar em vez de fazerem cursos extracurriculares, se aperfeiçoarem em línguas, praticarem esportes, que são tão importantes para o lazer e a socialização."

Para a psicóloga Yvette Piha Lehman, coordenadora do Laboratório de Estudos sobre o Trabalho e Orientação Profissional do Instituto de Psicologia da USP, os adolescentes de hoje são superprotegidos e não conhecem a realidade do mundo adulto. Segundo ela, então, ter acesso a algumas tarefas fora do ambiente escolar pode ser benéfico.

Aos 17 anos, sobrinha de Fernando Meligeni sonha disputar Olimpíadas

Após boa participação nos Jogos Sul-Americanos da Juventude, em Lima, tenista traça como próxima meta conseguir a classificação para a Rio 2016

Por Rio de Janeiro
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O sobrenome já revela a ligação com o tênis. Aos 17 anos, Carolina Meligeni segue os passos do tio Fernando Meligeni, o Fininho, para buscar uma carreira de sucesso no esporte. Depois de conquistar duas medalhas nos Jogos Sul-Americanos da Juventude, nesta semana, em Lima, a atleta natural de Campinas (SP) retorna ao Brasil com boas perspectivas para o futuro. Motivada, ela traça como um dos principais objetivos para os próximos anos representar o Brasil nas Olimpíadas de 2016, no Rio.
Carolina Meligeni Jogos Sul-Americanos da Juventude (Foto: Gaspar Nóbrega/Inovafoto/COB)Carol Meligeni se destacou no Jogos Sul-Americanos da Juventude (Foto: Gaspar Nóbrega/Inovafoto/COB)
- Os Jogos Olímpicos estão entre meus principais objetivos a longo prazo. Quero me tornar profissional e estou treinando muito duro para isso. Com certeza, o Rio 2016 é um grande objetivo - afirmou Carol, em entrevista ao site oficial do Comitê Olímpico Brasileiro (COB).
Atual número 2 do ranking brasileiro, Carol retorna dos Jogos Sul-Americanos da Juventude com medalhas nos torneios de simples e duplas. Nesta terça-feira, ela ficou com a prata nas duplas mistas devido a um WO, já que seu parceiro, o boliviano Murkel Velasco, não pôde participar da final. A tenista também chegou ao bronze no torneio de simples ao derrotar a chilena Barbara Aviles por 2 sets a 0 (6/0 e 6/3) na disputa do terceiro lugar.
Acostumada a aconselhar-se com Fernando Meligeni durante os torneios que disputa, Carol revelou ter feito contato com o tio na noite da última segunda-feira para falar sobre a experiência nos Jogos Sul-americanos da Juventude.
- A gente sempre conversa bastante quando estou viajando. Trocamos experiências e ele me dá alguns toques. Ele já passou por tudo que estou passando, então sempre tem um conselho importante - contou Carol, que, no ano passado, se mudou para o Uruguai para treinar com Enrique Perez, último treinador de Meligeni.
Demonstrando personalidade, Carolina não se incomoda com as constantes referências ao tio sempre que é citada. Para ela, ter um parente com uma carreira vitoriosa no tênis é fonte de inspiração e orgulho. Segundo a atleta, ela herdou de Meligeni o estilo raçudo em quadra.
- Gostava bastante do estilo dele de não desistir de nenhuma bola. Acho que isso é um grande diferencial, que nem todos jogadores têm. Essa é a maior característica que temos em comum - finalizou .
                Fonte Globoesporte.com
               João Victor de Souza Fernandes

SEXO NA ADOLESCÊNCIA


SEXO NA ADOLESCÊNCIA
Transformações da Mente e do Corpo
A Adolescência, período de vida compreendido entre 10 e 20 anos, é uma fase bastante conturbada. Ocorrem transformações físicas e emocionais importantes, preparando a criança para assumir um novo papel perante a família e a sociedade. A criança desenvolve-se, amadurece e fica apta para usufruir sua sexualidade, firmando sua identidade sexual e buscando um par, já com a possibilidade de gerar filhos.
A fase onde há modificações no corpo chama-se de Puberdade. Ocorre a primeira menstruação nas meninas (menarca), as poluções masculinas (ejaculações espontâneas sem coito), o crescimento de pêlos no corpo, a mudança de voz nos rapazes, o amadurecimento da genitália, com aumento do tamanho do pênis e dos seios, entre outros.
Mas nem sempre esta fase vem acompanhada das transformações emocionais e sociais que são o marco da adolescência. Dependendo da cultura de cada povo, a adolescência pode chegar mais tarde, independente da criança estar já bem desenvolvida fisicamente. É o caso dos países ocidentais, como os Estados Unidos e a Inglaterra ou França. O processo de educação continuada e a grande soma de informações, por exemplo, acabam por retardar a necessidade, por parte dos jovens, da busca de uma vida separada de seus pais. Muitos ainda moram com a família depois dos 20 anos. Já em sociedades mais simples, como em algumas regiões do Brasil, da África ou da Ásia, a necessidade de força braçal, desde muito cedo, antecipa a entrada da criança na adolescência e nas responsabilidades que lhe são devidas.
O Adolescente e a sua Sexualidade
A jovem adolescente amadurece em média dois anos antes do rapaz. Busca fortificar sua feminilidade, prorrogar os encontros sexuais e selecionar um parceiro adequado para poder ter sua primeira relação sexual, o que ocorre de forma gradativa. Vai experimentando seus limites progressivamente. Os rapazes buscam encontros sexuais com mais ansiedade, geralmente, persuadindo as garotas ao sexo com eles. Em nosso meio, há uma tendência do jovem em experimentar sensações sexuais com outros de sua idade, sem necessariamente buscar uma relação sexual propriamente dita. O termo que se usa atualmente é "ficar".
A perda da virgindade ainda é um marco importante para os jovens. É um rito de iniciação sexual, que pode ser vivenciado com orgulho ou com culpa excessiva, de acordo com a educação e tradição da família. Inicialmente, os jovens buscam apenas envolvimento sexual, testando suas novas capacidades e reações frente a sensações antes desconhecidas. É a redescoberta do corpo. Só depois procuram o envolvimento afetivo complementar passando a conviver não apenas em bandos, mas também aos pares.
A masturbação faz parte da vida das pessoas desde a infância e, na adolescência, se intensifica com a redescoberta de sensações, tanto individualmente quanto em dupla ou em grupo.
Os jovens podem apresentar algum tipo de atividade homossexual nessa fase, como exposição dos genitais, masturbação recíproca e comparação dos seios e dos genitais em grupo (comparação do tamanho do pênis, por exemplo), atividades estas consideradas absolutamente normais. A fortificação dessas condutas, com o abuso sexual por parte de um adulto de mesmo sexo ou com alta ansiedade perante o sexo oposto, pode desenvolver uma orientação homossexual definitiva nos jovens.
Em tempos da super informação, com a internet, a globalização, a pouca censura nos meios de comunicação de massa, há um apelo sexual freqüente e precoce, expondo os jovens a situações ainda não bem compreendidas por eles. Os adolescentes falam como adultos, querem se portar como tal e ter os privilégios da maturidade. No entanto, falta-lhes a experiência, a responsabilidade e o significado real de um envolvimento sexual. A gravidez de risco na adolescência, infelizmente, é um dos resultados desastrosos desta situação atual. A pouca informação qualificada e o precário respeito dos adultos perante as necessidades dos jovens são os verdadeiros responsáveis pelo falso e ilusório desenvolvimento do adolescente de hoje. 

AUTOR

Homem ou mulher: quem resiste melhor à dor?




Por em 1.01.2013 as 10:00

hypesciency.com

Homens gostam de mostrar sua força, mas a verdade é que quem passa pelo parto são as mulheres. Além disso, fêmeas de várias espécies, não só a humana, vivem mais que os machos.

Um estudo recente até mesmo indicou que o sexo feminino é geneticamente programado para resistir melhor a infecções, ao câncer e também possui um sistema de reserva para combater doenças – tudo graças a terem um cromossomo X a mais que os homens.

Com tudo isso, parece que são elas o sexo forte – mas uma pesquisa da Universidade Leeds Metropolitan (Reino Unido) acabou de revelar que o limiar de dor dos homens é mesmo maior do que o das mulheres.
Isso quer dizer que eles aguentam mais dor – ou dizem aguentar, é claro. Não podemos nos esquecer que os comportamentos culturais apontam para o homem como a figura forte, e eles podem sentir necessidade de fazer jus ao estereótipo.

No entanto, realmente parece que os homens podem tolerar mais dor do que as mulheres, além de serem menos propensos a deixar transparecer que estão sofrendo do que elas.

Os cientistas ainda dizem que os estereótipos de gênero significam que os homens tendem a agir estoicamente quando estão feridos (o estoicismo prega o autocontrole e a firmeza como um meio de superar emoções destrutivas), enquanto as mulheres mostram mais sensibilidade.

O estudo

Dr. Osama Tashani, que estuda a dor, recrutou 200 voluntários britânicos e libaneses para o estudo de dois anos.

Dois procedimentos para induzir dor foram feitos. Em um deles, a mão dos participantes foi espetada, e, em outro, eles tiveram que segurar sua mão acima de sua cabeça, enquanto seu fluxo de sangue era restringido.

“Alguns grupos étnicos são descritos como mais estoicos, enquanto outros são vistos como mais livres para expressar seu comportamento de sofrimento. Nós não detectamos diferenças no desconforto com a dor”, explicou Tashani.

Os pesquisadores monitoraram resistência, sensibilidade e vontade de relatar a dor em todos os participantes, e descobriram que os homens apresentaram limiares de dor mais elevados e relataram menor intensidade de dor do que as mulheres, independentemente da sua nacionalidade.

Os voluntários britânicos não suportaram tanta dor quanto os libaneses, e eram mais dispostos a dizer que sentiram dor.

No entanto, as reações baseadas em estereótipos de gênero foram mais pronunciadas na Líbia do que no Reino Unido, o que sugere que tanto o gênero quanto a cultura desempenham um papel na forma como a sociedade lida com o desconforto.

O estudo foi publicado no periódico European Journal of Pain.

Os jogos olímpicos

Os Jogos Olímpicos são um grande evento internacional, com esportes de verão e de inverno, em que milhares de atletas participam de várias competições. Atualmente os Jogos são realizados a cada dois anos, em anos pares, com os Jogos Olímpicos de Verão e de Inverno se alternando, embora ocorram a cada quatro anos no âmbito dos respectivos Jogos sazonais. Originalmente, os Jogos Olímpicos da Antiguidade foram realizados em Olímpia, na Grécia, do século VIII a.C. ao século V d.C. No século XIX, o Barão Pierre de Coubertin fundou o Comitê Olímpico Internacional (COI) em 1894. O COI se tornou o órgão dirigente do Movimento Olímpico, cuja estrutura e as ações são definidas pela Carta Olímpica.
A evolução do Movimento Olímpico durante o século XX obrigou o COI a adaptar os Jogos para o mundo da mudança das circunstâncias sociais. Alguns destes ajustes incluíram a criação dos Jogos de Inverno para esportes do gelo e da neve, os Jogos Paralímpicos de atletas com deficiência física e visual (atualmente atletas com deficiência intelectual e auditiva não participam) e os Jogos Olímpicos da Juventude para atletas adolescentes. O COI também teve de acomodar os Jogos para as diferentes variáveis econômicas, políticas e realidades tecnológicas do século XX. Como resultado, os Jogos Olímpicos se afastaram do amadorismo puro, como imaginado por Coubertin, para permitir a participação de atletas profissionais. A crescente importância dos meios de comunicação gerou a questão do patrocínio corporativo e a comercialização dos Jogos.
O Movimento Olímpico é atualmente composto por federações esportivas internacionais, comitês olímpicos nacionais (CONs) e comissões organizadoras de cada especificidade dos Jogos Olímpicos. Como o órgão de decisão, o COI é responsável por escolher a cidade anfitriã para cada edição. A cidade anfitriã é responsável pela organização e financiamento à celebração dos Jogos coerentes com a Carta Olímpica. O programa olímpico, que consiste no esporte que será disputado a cada Jogos Olímpicos, também é determinado pelo COI. A celebração dos Jogos abrange muitos rituais e símbolos, como a tocha e a bandeira olímpica, bem como as cerimônias de abertura e encerramento. Existem mais de 13 000 atletas que competem nos Jogos Olímpicos de Inverno e em 33 diferentes modalidades esportivas com cerca de 400 eventos. Os finalistas do primeiro, segundo e terceiro lugar de cada evento recebem medalhas olímpicas de ouro, prata ou bronze, respectivamente.
Os Jogos têm crescido em escala, a ponto de quase todas as nações serem representadas. Tal crescimento tem criado inúmeros desafios, incluindo boicotes, doping, corrupção de agentes públicos e terrorismo. A cada dois anos, os Jogos Olímpicos e sua exposição à mídia proporcionam a atletas desconhecidos a chance de alcançar fama nacional e, em casos especiais, a fama internacional. Os Jogos também constituem uma oportunidade importante para a cidade e o país se promover e mostrar-se para o mundo.                                                                    
                         Fonte : wikipédia
                                                                  IGOR HENRIQUE MACIEL LEMES

SEXO ENTRE ADOLESCENTES É PERIGOSO PARA A SAÚDE FÍSICA E PSICÓLOGICA



O professor Bradley Hayton foi chamado a depor, sobre relações pré-matrimoniais, na United States House of Representatives, em 18 de Junho de 1991. Segue-se uma parte do seu depoimento:
O sexo entre adolescentes, especialmente aos 15 anos ou antes, é especialmente perigoso para a saúde física e psicológica. Vários investigadores encontraram altas correlações entre as experiências sexuais precoces e o consumo de álcool e drogas. Relacionou-se a experiência sexual precoce com o consumo de tabaco, com delitos menores e com as dificuldades de aprendizagem. As raparigas que já perderam a virgindade são seis vezes mais propensas a tentativas de suicídio, e correm maior risco de se sentirem sós, sentirem-se tristes, ter dificuldades para adormecer e experimentam também uma baixa auto-estima.
1. As mulheres que iniciam a actividade sexual antes dos vinte anos e que tiveram relações com três ou mais parceiros, ou que tiveram relações com um homem que teve três ou mais parceiras, correm um alto risco de desenvolver cancro do colo do útero por volta dos trinta anos (9).
Quanto mais jovem é a mulher que tem relações, maior é o risco de desenvolver cancro do colo do útero. Especialmente perigosas são as relações antes dos vinte e um anos. Demonstrou-se também que o risco de anormalidades do colo do útero aumenta com o número de parceiros sexuais (10).
Segundo um estudo da Universidade de Oxford, se a jovem, para além das relações sexuais, estiver também a tomar a pílula, o risco de desenvolver cancro do colo do útero é ainda maior (11).
2. Os adolescentes estão mais sujeitos aos danos das doenças sexualmente transmissíveis porque têm menos anti-corpos que os adultos. E a única forma de estar livre destas doenças é a relação monogâmica fiel, própria do casamento. Nenhuma namorada pode saber, antes de casar, que está numa relação monogâmica fiel… porque ignora se dentro de um mês ainda estará com o actual namorado.
3. Há uma ligação estreita entre as relações pré-matrimoniais e o aborto. A rapariga e o rapaz que têm bem claro o horror do aborto, são muito mais firmes na rejeição das relações. Há que dizer que muitos rapazes, quando postos perante a possibilidade, dizem que, se ocorrer a gravidez, então casarão. Como é evidente, cabe-lhes esclarecer porque não casam já. Se podem casar, porque o não fazem? E se não podem, porque prometem o que não poderão cumprir? Os grupos pró-vida têm milhares de testemunhos de raparigas grávidas abandonadas pelos namorados, um dia depois destes terem prometido amor eterno. A ligação entre aborto e relações pré-matrimoniais também funciona ao contrário: 80% dos bebés abortados no Ocidente são gerados fora do matrimónio. Portanto, e voltando ao início, se as pessoas tivessem consciência de que o aborto mata um bebé, um filho, ser-lhe-iam mais avessas e consequentemente fugiriam das situações de risco.
4. Convém ainda assinalar que por trás das relações pré-matrimoniais está já uma desordem. Segundo Viktor Frankl,
“O problema do nosso tempo é que as pessoas estão cativas de um sentimento de falta de sentido, acompanhado por um sentimento de vazio. A sociedade industrial está preparada para satisfazer todas as nossas necessidades e a sociedade de consumo cria necessidades que depois satisfaz. Contudo, a mais humana das necessidades, a necessidade de encontrar o sentido da vida, permanece insatisfeita. As pessoas podem ter muito com que viver mas frequentemente não têm nada por que viver.” (12)
O resultado desta ausência de sentido para a vida são um número trágico de suicídios (13), consumo de drogas, doenças venéreas, etc. Segundo o Instituto Alan Guttmacher, todos os anos se produzem 12 milhões de novos contágios de doenças venéreas, sendo que dois terços destes afectam jovens com menos de 25 anos (14).
5. Convém ainda assinalar que quando os jovens carecem do amor incondicional dos seus pais, normalmente vão procurá-lo na primeira pessoa que lhes presta um pouco de atenção. A muitos adolescentes falta uma atitude positiva relativamente ao futuro porque carecem da experiência de um amor incondicional, o que por vezes é agravado pelo facto de viverem em famílias mono-parentais ou com famílias de segundos casamentos, etc. Nestas circunstâncias, o carinho e a atenção que sentem no namoro ultrapassa qualquer experiência anterior e nada parece demais para oferecer a quem lhes revelou uma realidade tão nova quanto deliciosa. Mas esta realidade nova, e sobretudo o medo de a perder, tornam a posição negocial da pessoa muito frágil pelo que, com as pressões do ambiente, facilmente cai nas relações sexuais. Armand Nicholi, professor de Harvard, traça o seguinte quadro:
“Muitos dos que têm trabalhado com adolescentes durante a última década deram-se conta de que a nova liberdade sexual não leva de nenhuma maneira a um maior prazer, liberdade e abertura, ou a relações mais profundas entre os sexos. A experiência clínica mostra que a nova permissividade leva com frequência a relações vazias, a sentimentos de autodesprezo e de não valer nada, a uma epidemia de doenças venéreas e a um grande aumento de gravidezes indesejadas. Tem-se visto que os estudantes acham que a liberdade sexual é insatisfatória e sem sentido. Ainda que o seu comportamento sexual pareça ser uma tentativa desesperada para superar uma solidão profunda, estes adolescentes descrevem as suas relações sexuais como pouco satisfatórias e afirmam que não lhes proporcionam o calor emocional que esperavam. Descrevem um intenso sentimento de culpa e uma preocupação permanente por estarem a ser utilizados como objectos sexuais. (15)”

Mãe denuncia racismo contra filha de 4 anos; aluna é xingada de "preta horrorosa" De acordo com ela, menina foi ofendida por avó de garoto que se revoltou com o fato de o neto ter dançado quadrilha com uma criança negra. Polícia vai investigar o caso

Pedro Ferreira -
Publicação: 20/07/2012 06:00 Atualização: 20/07/2012 09:05


Fátima diz que filha está se sentindo inferior por ser negra e que vai procurar atendimento psicológico para a menina
“Quero saber por que deixaram uma negra e preta horrorosa e feia dançar quadrilha com meu neto.” Foi assim, segundo o que já foi apurado pela polícia, que a avó de um aluno de uma escola infantil particular em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, se referiu a uma menina de 4 anos, em um caso de crime de racismo que revoltou funcionários do Centro de Educação Infantil Emília e levou a mãe da criança a denunciar a mulher à polícia. A diretora da escola foi acusada de não ter feito nada para impedir as ofensas racistas e ainda ter tentado abafar o caso.

O episódio ocorreu dia 10, mas somente ontem, apoiada pela organização não governamental SOS Racismo, a mãe da menina, a atendente de marketing Fátima Viana Souza, revelou detalhes do caso. Ela só ficou sabendo das agressões à filha porque a professora Cristina Pereira Aragão, de 34 anos, que testemunhou tudo, inconformada com a situação e com a falta de ação da diretora da escola, pediu demissão e procurou a família da menina para denunciar o que ocorreu. Outra professora confirmou aos pais da criança a denúncia feita por Cristina.

Fátima lembrou que a festa junina foi no sábado, dia 7, e que toda a sua família foi para prestigiar a menina. Na terça-feira, dia 10, a avó do garoto, de acordo com o que consta no boletim de ocorrência policial ao qual o Estado de Minas teve acesso, invadiu a escola aos gritos querendo saber por que deixaram uma “negra horrorosa” dançar com o neto dela. “Minha filha presenciou tudo e foi chamada de preta feia. Os coleguinhas da sala ao lado escutaram e foram ver o que estava acontecendo”, disse a mãe, chorando. “Minha filha ficou quieta num canto da sala e a professora a defendeu dizendo que a atitude daquela mulher era crime. Mesmo assim, minha filha continuou sendo insultada”, disse Fátima.

A mãe disse ainda que não foi informada do ocorrido. No dia, seu marido buscou a filha na escola e tudo parecia normal. Ela lembrou que naquela terça-feira a menina chegou perturbada da escola, não jantou e não conseguiu dormir. “Achei que ela tivesse brincado demais e estava cansada”, disse Fátima. No dia seguinte, a menina vomitou na sala de aula e a diretora alegou para os pais que ela havia comido muitos salgados num piquenique da escola. A professora, que já havia pedido demissão, procurou os pais e contou o que havia acontecido. Fátima diz que filha está se sentindo inferior por ser negra e que vai procurar atendimento psicológico para a menina (Euler Júnior/EM/D.A Press)

“Fiquei desesperada. Foi horrível. Acho que a minha filha vomitou de medo. Conversei com ela, que repetia o tempo todo que não fez nada, se sentindo culpada. O racismo contra um adulto é intolerável. Contra uma criança indefesa, pior ainda. E eu não estava lá no momento para defender a minha filha”, lamentou Fátima, que vai tirar a menina da escola e quer que a agressora seja punida. “Vou lutar na Justiça pela minha filha e por tantas outras crianças negras que passam pela mesma situação e não é feito nada”, disse. Fátima informou que vai providenciar atendimento psicológico para a filha. “Ela está se achando inferior, que o bom é ser de outra cor”, concluiu.

Obesidade e transtornos alimentares na adolescência


Estudos mostram que a população adolescente vem desenvolvendo problemas em relação ao peso e à alimentação.





Má alimentação é uma das causas de obesidade obesidade e transtornos alimentares na adolescência representam uma questão importante na saúde pública atual.

De acordo com dados do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (SISVAN) de 2009 13% da população adolescente está com sobrepeso e 3% com obesidade. A Área técnica de saúde do adolescente e jovem criou a caderneta de saúde do adolescente para acompanhar seu crescimento e desenvolvimento.

Esta caderneta foi distribuída em 531 municípios no ano de 2010 e tem dentre seus tópicos dicas e orientações de alimentação saudável, bem como tabelas para acompanhamento de peso e estatura de acordo com a idade.

Ainda não se tem dados sobre a população acompanhada devido o fato de a caderneta ter sido implantada no ano de 2009, no entanto a Área técnica alerta para os dados do SISVAN que são bastante preocupantes, já que para uma população em crescimento e desenvolvimento se tem problemas que seriam comuns a pessoas mais velhas cada vez mais cedo e que podem causar danos graves á saúde. Segundo estudos científicos 1% da populaçãoadolescente poderia estar obesa devido a fatores de desordens genéticas.

Outras ações estão sendo desenvolvidas além da caderneta como o Programa Saúde na Escola (PSE), uma parceria entre o Ministério da Saúde e o Ministério da Educação. Neste programa são realizadas ações como avaliação do estado nutricional e orientações sobre alimentação saudável.

O Programa Saúde na Escola já é realizado em 1.254 municípios e atende 1.547.250 jovens nas escolas da rede pública.

Dentre alguns motivos para a elevada prevalência da obesidade entre adolescentes está o sedentarismo. Resultados da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE-2009), elaborada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estratística (IBGE) e financiada pelo Ministério da Saúde, mostraram que mais de 30% dos escolares são inativos ou insuficientemente ativos – a pesquisa entrevistou 63.411 adolescentes. Situação que se agrava ainda mais quando é observada a alimentação. A PeNSE mostrou que 50% dos adolescentes consumiram guloseimas em cinco dias ou mais, nos últimos sete dias anteriores à coleta de dados.

Além do excesso de peso outro problema preocupante são os transtornos alimentares, a anorexia e bulimia nervosa têm se tornado cada vez mais conhecidas e afetado milhões de pessoas em todo o mundo, principalmente meninas e mulheres, na tentativa de alcançar o peso indicado como “ideal”.

bulimia nervosa é um transtorno alimentar caracterizado por grande e rápido consumo de alimentos, marcado por sensação de perda do controle. Ao sentir-se culpado, o indivíduo faz uso de métodos compensatórios, como vômitos ou remédios, para controlar o peso.

anorexia nervosa é caracterizada pela perda de peso intensa causada por dieta extremamente rígida, busca constante pela magreza, medo mórbido de engordar e distorção da imagem corporal, ou seja, a pessoa tem a percepção de estar gorda ou com formas aumentadas. Para isso, são utilizadas estratégias como dietas, jejum prolongado, evitar alimentos muito calóricos ou realizar atividade física exagerada.

Não há prevalências nacionais destes distúrbios alimentares, porque a subnotificação é comum (as pessoas não acreditam ou querem esconder a doença) nesses casos. Para a anorexia, a estimativa de alguns autores é de 0,5 a 1% da população e, para a bulimia, 1 a 4%.
Fonte: InstitutoSalus.com

O "Amor" na Adolescência



             Sem duvida nenhuma, o amor é uma das grandes descobertas da adolescência. Além disso, descobrir este tão profundo sentimento, que no faz investir numa pessoa como parceira, posiciona o jovem para a maturidade.
             Os adolescentes são mais sensíveis e, por isso, encaram o namoro mais intensamente. Apesar de muito se falar da promiscuidade na relação entre jovens, eles apenas procuram viver uma grande paixão. Com passar do tempo, surgem novas emboscadas, que acabam desencadeando o sentimento de perda e angustia. O sofrimento é ainda maior entre os meninos e meninas que vivem uma relação amorosa de domínio e dependência.
           Neste caso, uma frustração pode dar origem há vários problemas, até mesmo psíquico-emocionais. Por isso que, infelizmente, é comum casos de jovens que cometem o suicídio ou crimes passionais por não terem obtido o sucesso em seus relacionamentos. Entretanto, o amor na adolescência também gera vantagens. Ele pode inspirar músicos, poetas, compositores, cineastas e despertar verdadeiros artistas, que darão ênfase aos seus aspectos apaixonados.
            A adolescência é uma fase de descobertas e riscos. De acordo com os especialistas, muitos jovens se sentem seguros e não aceitam conselhos. Por isso, acreditam que poderão viver um grande amor, mas depois de algum tempo, acabam descobrindo que tudo não passou de um algo passageiro.

         Esta paixão, na maioria dos casos, faz com que o garoto ou a garota se afaste de seus amigos e familiares e passe a viver apenas para a sua cara metade. Quando o relacionamento acaba, a dor é ainda maior, além disso, ela vem acompanhada pelo sentimento de culpa.
        Por isso que, ao ver que está interessado por alguém, converse com seus pais. Caso eles sejam contra o namoro, pergunte porque. Se estiveram com uma idéia negativo de sua alma gêmea, diga a verdade sobre ela. Se a preocupação, realmente, fizer sentido, pense bem antes de tomar qualquer atitude. Lembre-se de que é seu futuro que está em jogo, portanto analise todas as conseqüências que este relacionamento pode te trazer.         
                                                                                         

                                                            

TRANSTORNOS MENTAIS NA ADOLESCÊNCIA



A Adolescência é um período de intensas atividades e transformações na vida mental do indivíduo, o que, por si só, leva a diversas manifestações de comportamento que podem ser interpretadas por leigos como sendo doença. Assim sendo, muitas das manifestações ditas normais da adolescência podem se confundir com doenças mentais ou comportamentos inadequados.
Exemplo disso é o uso de drogas, que pode constituir-se em um caso de dependência, mas também pode constituir-se em um simples comportamento de experimentação da vida. Temos de ter o cuidado inicialmente de avaliar bem o comportamento de um adolescente, antes de se garantir a existência ou não de um transtorno mental. Para tanto é necessário se conhecer um pouco acerca do que chamamos de "adolescência normal".
Leia Mais: TRANSTORNOS MENTAIS NA ADOLESCÊNCIA - ABC da Saúde http://www.abcdasaude.com.br/artigo.php?424#ixzz2fv1dHdyV 
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Adolescente de 15 anos usuário de drogas é morto a pauladas

Da Redação - Tribuna Hoje

Um adolescente identificado como José Wanderlan Oliveira Calado, conhecido como Michael, de 15 anos, foi morto de forma brutal na tarde desta segunda-feira (23), no bairro do Jacintinho. O crime ocorreu na Rua do Sossego.

No começo da tarde, de acordo com militares do Batalhão de Polícia de Eventos (BPE), Michael estaria em um lugar na rua conhecido por ter muitas ocorrências de tráfico de drogas. Ele foi morto a pauladas no local. Populares não souberam dar maiores informações. Segundo o BPE, os moradores têm medo de passar informações por causa de represálias.

Familiares da vítima estavam no local e disseram que Michael era usuário de drogas, apesar da insistência da família para sair dessa vida.

A Força Nacional foi acionada para a ocorrência. O Instituto Médico Legal (IML) e o Instituto de Criminalística foram acionados para os devidos procedimentos. O crime é mais um que será investigado pela Delegacia de Homicídios.

Tecnologia e saúde: saiba como será o futuro da medicina

  A evolução tecnológica sempre busca melhorar a vida dos seres humanos, seja com um computador mais inteligente ou novas funções no automóvel. Já quando o assunto é medicina, sempre pensamos em novos medicamentos ou estudos científicos. No entanto, este é um tema que pode ir mais longe. Atualmente existem tecnologias que estão revolucionando a medicina e podem se tornar bastante comuns em um futuro bem próximo. São desde exames feitos remotamente com toda eficiência de um laboratório até aparelhos que monitoram uma gravidez de alto risco mesmo longe do hospital.
Soluções de TI e mobilidade na saúde
  Outra tendência para o setor de saúde é o gerenciamento de todos os processos hospitalares de forma integrada, desde a admissão do paciente até sua saída. A ideia é que os dados dos pacientes como resultados de exames, medicamentos receitados e qualquer outra informação relevante sejam armazenados em um banco de dados e acessível, inclusive, pelos próprios doentes. Uma solução desenvolvida pela T-Systems na Áustria e implementada em 270 clínicas na Europa possibilitam que médicos e pacientes vejam seu prontuário atualizado em iPhones, iPads e iPods.
  De acordo com Luiz Carlos Hirayama, responsável pelo desenvolvimento de negócios da T-Systems, as pessoas pagariam uma mensalidade para ter seus dados armazenados, enquanto os hospitais teriam uma infinidade de recursos como teleconferências e a possibilidade de acessar os dados dos pacientes em tempo real como sinais vitais e do coração. Além disso, a solução funcionaria em conjunto com as etiquetas de RFID, que registrariam eletronicamente os medicamentos destinados a cada paciente.
"Imagine que uma pessoa está internada tomando penicilina e uma enfermeira chega no quarto do paciente com uma ampola de bezetacil. Automaticamente um alarme soaria, avisando que aquele remédio não corresponde ao prontuário daquele paciente. Estas soluções evitariam até erro humano", comenta Hirayama.
Da mesma forma como acontece na Telemedicina, a solução permitiria que o paciente controlasse seus níveis de glicose no sangue, fazendo a coleta do material com um aparelho plugado ao iPhone. Em cinco segundos, o smartphone exibe os dados e a respectiva avaliação, além de enviar ao médico, se necessário. Há ainda um aparelho que monitora a pressão arterial e os batimentos cardíacos através do iPhone, e um termômetro infravermelho, que registra a temperatura sem que haja necessidade do médico estar presente.
  Para gravidez de alto risco, o executivo comenta que já existe na Europa uma cinta inteligente que controla todos os sinais vitais do bebê e da mãe em tempo real. Dessa forma, a paciente não precisa ficar em repouso no hospital durante toda a gestação. "Isso significa redução no tempo de permanência no hospital e maior controle sobre os pacientes", conclui. Segundo o executivo, alguns hospitais particulares de primeira linha no estado de São Paulo já estão em negociação com a companhia para a implementação deste sistema. 
Telemedicina: o diagnóstico à distância 
  Já faz algum tempo que a telemedicina deixou de ser apenas a transmissão de vídeo associada a softwares e procedimentos médicos. Atualmente, a prática tem evoluído para melhorar a qualidade do atendimento e agilizar os diagnósticos. Os softwares e hardwares desenvolvidos recentemente trazem a possibilidade de realizar exames em plataformas portáteis que estão diretamente ligadas aos médicos, remotamente.
Segundo Francisco Xavier Fernandez, vice-presidente executivo da ITMS - Telemedicina do Brasil, empresa especializada na prestação deste tipo de serviço, atualmente os hospitais que já disponibilizam estes recursos para os pacientes tiveram redução no tempo de internação, passando de 13,3 dias para 9,8 em média. Isso porque as soluções permitem um diagnóstico mais rápido e, consequentemente, um tratamento mais eficaz.
No Chile, a telemedicina permitiu a redução de 30% da mortalidade por enfermidades isquêmicas, de acordo com dados do Ministério da Saúde do país. Já no Brasil, um bom exemplo é a SAMU, que já possui 428 unidades com este tipo de tecnologia e vem conseguindo atender, em 926 cidades, cerca de 109 milhões de pacientes.
Hoje a legislação brasileira não permite consulta médico-paciente com recursos de tecnologia da informação. Mas a telemedicina é utilizada no País desde 1999 para a interação entre médicos, como consulta a especialista ou segunda opinião. A Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro, que já conta com o software de telemedicina da ITMS em 15 UPAs, agora terá mais 60 postos de saúde equipados com tecnologias que oferecem serviços de teleconsulta para segunda opinião e telediagnósticos de eletrocardiograma.
  A grande diferença, segundo Fernandez, é que com as novas tecnologias é possível transportar informações e não pacientes. Ou seja, a telemedicina atual torna o atendimento mais rápido, barato e até diminui os erros médicos, uma vez que é possível pedir opiniões de especialistas em tempo real e não apenas contar com generalistas.
Futuro da Telemedicina
   Uma grande aposta para o futuro é um carrinho médico de telepresença desenvolvido pela Cisco (imagem abaixo). Ao ser integrado a softwares como o da ITMS, é possível realizar exames em tempo real. As companhias integram os aparelhos que diagnosticam diversas patologias à plataforma e conseguem armazenar as informações dos exames, como fotos e vídeos, ao prontuário do paciente. Com isso, os médicos generalistas ou enfermeiros podem examinar os pacientes de qualquer lugar do mundo e passar as informações para os especialistas remotos, que darão seu diagnóstico final em poucos minutos.
Reprodução
   De acordo com Thais Waisman, gerente de inovações da ITMS, existem centenas de aparelhos de diagnósticos que podem ser integrados ao carrinho da Cisco e à plataforma de software da companhia. "Existe balança, controle de paciente crônico de diabete, ultrassom, monitor cardíaco de multiparâmetros, raio X portátil... o céu é o limite. O mais importante é que estes aparelhos comportam a integração e conseguem passar as informações [fotos e vídeos dos exames] para a consulta do paciente, deixando tudo registrado. As imagens e vídeos são em ótima qualidade e fiéis as originais para que não corra o risco do médico remoto não conseguir avaliar o exame", finaliza.

  A parceria entre as companhias começou no Brasil e já está sendo avaliada pelo governo do país, que disponibilizaria os carrinhos médicos de telepresença em estádios da Copa do Mundo, por exemplo. A solução também está sendo estudada em outros locais da América do Sul como Colômbia e Chile.
Para saber mais sobre o assunto, veja aqui uma matéria sobre o município de Tatuí, no interior de São Paulo, que recentemente informatizou todos os postos de saúde da cidade. E conheça aqui o prontuário digital e o primeiro hospital público 100% digital.
                                                                              LUCAS FERNANDES LEITE

Vacina contra HPV já na pré-adolescência


Câncer provocado pelo vírus é a segunda maior causa de morte em mulheres no mundo. Imunização é recomendada para meninas partir dos 9 anos

Por Ivan Alves

Você provavelmente já ouviu falar das DSTs, o grupo de doenças que são transmitidas sexualmente. Dentro dessa categoria estão as lesões causadas pelo vírus HPV (Human Papiloma Vírus, ou papilomavírus humano, em português) na pele e nas mucosas genitais (vulva, vagina, colo do útero e pênis). O que pouca gente sabe é que além de causar escoriações, o agente está diretamente ligado ao desenvolvimento do segundo tipo de tumor que mais causa morte em mulheres no mudo, o câncer de colo do útero. A doença fica atrás apenas do câncer de mama e faz mais de 250 mil vítimas por ano.

São mais de 100 variações do vírus. Dentre os mais perigosos estão os tipos 16 e 18, responsáveis por 70% dos casos de câncer de colo do útero. Além do ato sexual, o HPV pode ser transmitido através do toque com uma região afetada. Por isso, médicos e cientistas destacam as medidas de prevenção no combate à doença, como o uso de preservativos em todas as relações sexuais. Entretanto, a camisinha não oferece proteção completa. Por isso, outro recurso fortemente defendido por especialistas é o Papanicolau, exame capaz detectar alterações cervicais ou células anormais antes que evoluam para um quadro cancerígeno. Há, ainda, um teste de HPV, que identifica a presença do agente por meio de uma análise molecular.

O HPV não é uma ameaça apenas para o sexo feminino. "Estima-se que 60% dos homens com idade entre 18 e 70 anos tenham HPV no pênis, indo desde uma pequena verruga na região a uma contaminação em todo o órgão", alerta Luisa Lina Villa, diretora do Instituto Ludwing de Pesquisa sobre o Câncer, em SP. O tratamento pode ser bastante doloroso, realizado através de corte, congelamento ou queima da região afetada.

Imunização precoce
Outra informação pouco conhecida é a existência de vacinas contra o HPV. Ela é quadrivalente, ou seja, além de proteger contra os HPVs 16 e 18, previne contra os tipos 6 e 11, responsáveis por 90% das verrugas genitais. "A vacina traz apenas o código genético do vírus, o que afasta o risco de contaminação", conta Gonzalo Perez, diretor da empresa farmacêutica MSD.

A vacina contra o HPV é recomendada para mulheres entre 9 e 26 anos. Das 117 nações onde o uso é aprovado, 46 autorizam a aplicação em meninos de 9 a 15 anos. É justamente sobre esta característica que a imunização ganha contornos polêmicos, uma vez que alguns pais entendem que as doses podem significar um passe livre para uma vida sexual ativa. "Muitas vezes a penetração não se efetiva entre jovens, mas há toques. Por isso, as famílias devem refletir sobre a importância de vacinar seus filhos, sem preconceitos. E o melhor é que a prevenção aconteça o quanto antes", defende Luisa.

No Brasil, as vacinas não são oferecidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS). "Estamos negociando com o governo brasileiro para que ela chegue à rede pública. Também existe a possibilidade de transferência de tecnologia para que o Brasil possa fabricá-la a um custo mais acessível", revela Perez. Por enquanto, os interessados só a encontrarão em clinicas privadas. E é bom preparar o bolso: o custo médio é de
R$ 1 mil.


Na adolescência é que se encontra a amizade e seus perigos, e a fase da vida em que se passa por mudanças drástica em comportamento e em pensamento.
Existem pessoas que são influenciadas por suas amizades e a partir para o lado das drogas. É muito importante os conselhos dos seus pais, pois eles já passaram por isso e sabem como é difícil. Algumas pessoas se deixam levar para o lado correto, muitas com e outras sem auxilio dos pais.
É também na adolescência que temos a missão de adquirir responsabilidade, embora alguns já adquiram na infância. Outra coisa que se aprende na adolescência, são alguns perigo da vida.
Um ponto positivo em ter amigos é que você pode compartilhar segredos,sabedoria e muitos outros momentos bons,por isso é muito importante ter um amigo na adolescência. mas também na amizade encontrasse alguns pontos negativos,por causa de influência. Pais geralmente não gostam de algumas das amizades dos filhos porque já passaram dessa fase,e como muitos outros já sabem dos riscos. Mas alguns pais,nem se importam tanto pois confiam em seus filhos,e nisso existem pontos bons,porque o que o adolescente precisa é de confiança,mais os pais não se sentem seguros de dar toda sua confiança,pois isso depende do jovem.
Quando se tem amigos bons na adolescência, o jovem tem grandes chances de se tornar um adulto responsável. Outro risco é que alguns amigos só usufruem de você, por isso cuide bem quando escolher grandes amigos escolha bem. E para você que é jovem (adolescente),tenha um amigo para compartilhar sua vida, pois a vida foi feita para viver.
FONTE: AMIZADE NA ADOLESCÊNCIA


Melhor forma de evitar o consumo de álcool na adolescência é o diálogo entre pais e filhos



Segundo estudo da Ambev, 33% das famílias brasileiras não conversam sobre o consumo de bebidas alcoólicas

Melhor forma de evitar o consumo de álcool na adolescência é o diálogo entre pais e filhos Bruno Alencastro/Agencia RBS
Levantamento constatou que a idade média do primeiro contato é 13 anosFoto: Bruno Alencastro / Agencia RBS
Vinícius Lisboa
Bem aceito por boa parte da sociedade, legalizado e promovido pela publicidade, o consumo de álcool deve ser tema de conversa entre pais e filhos, defendem especialistas. Eles acreditam que é a melhor forma de combater o uso durante a adolescência. O tempo certo para a conversa, no entanto, é variável e depende de cada família.

A professora do departamento de medicina preventiva da Universidade Federal de São Paulo e integrante do Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas Zila Sanchez, argumenta que, embora a necessidade da conversa dependa do grau de exposição à bebida, é bom que isso não seja depois dos 12 anos, idade em que muitos têm o primeiro contato com o álcool. 

No 6º Levantamento Nacional sobre o Consumo de Drogas Psicotrópicas entre Estudantes do Ensino Fundamental e Médio das Redes Pública e Privada, nas 27 capitais brasileiras, com dados de 2010, os pesquisadores do centro de pesquisa constataram que a idade média do primeiro contato com as bebidas alcoólicas é 13 anos.

Foram ouvidos 50.890 estudantes, e 15,4% dos que tinham entre 10 e 12 anos declaram que tinham consumido álcool no ano da pesquisa. A proporção sobe para 43,6% entre 13 e 15 anos, e para 65,3% entre 16 e 18 anos. De todo o universo pesquisado, 60,5% dos estudantes declararam ter consumido álcool. A taxa foi maior entre os alunos das escolas privadas (65%) do que entre os das públicas (59,3%). Mais que um quinto dos estudantes (21,1%) tinha consumido álcool no mês da pesquisa.

Outro estudo, divulgado pela companhia cervejeira Ambev mostra que 33% dos pais brasileiros não conversam com os filhos sobre o consumo de álcool, apesar de 98% dizerem que consideram importante. Entre os 11 países pesquisados, o Brasil só fica na frente da Ucrânia (34%) e da China (53%). Na Alemanha, apenas 15% dos pais disseram não ter falado.

Quase metade dos pais brasileiros, que disseram não ter tocado no assunto, consideram que o filho é muito novo para isso (48%), apesar de a idade média que os entrevistados consideraram a ideal para a conversa ser 9 anos. Vinte e dois por cento disseram não saber como tocar no assunto, 15% afirmaram confiar nos filhos e 9% alegaram que acham estranho ou têm vergonha de conversar sobre isso.

— Geralmente, eles mesmos consomem e até de forma exagerada. É difícil falar de uma coisa que você faz, às vezes, na frente dos filhos. Os pais que não consomem de maneira abusiva na frente dos filhos, os protegem do consumo. É uma questão de avaliar o quanto você está expondo seu filho. O ideal é que não consuma, mas, se consumir, é importante deixar claro que é bebida de adulto — diz Zila.

A professora chama a atenção para o fato de a porcentagem de jovens que consomem bebida alcoólica ter caído entre as duas pesquisas do centro de informações sobre drogas. Em 2004, eram 41,2% os estudantes de 10 a 12 anos que tinham consumido álcool, percentual que caiu para 27,9%. Para Zila, a queda é resultado de políticas públicas e conscientização, mas é preciso maior convencimento sobre o problema, uma vez que o consumo excessivo tem crescido.

Câmara aprova projeto de meia-entrada para jovens carentes


O Estatuto da Juventude segue agora para aprovação ou veto da presidente Dilma Rousseff

Marcela Mattos, de Brasília
Deputada Manuela D'ávila PCdoB/RS
A deputada Manuela D'Ávila, do PCdoB, foi a relatora do projeto na Câmara (Diógenis Santos/Agência Câmara)
O plenário da Câmara dos Deputados aprovou, na noite de terça-feira, o projeto que institui o Estatuto da Juventude, direcionado para jovens entre 15 e 29 anos. O texto prevê os direitos básicos dos jovens, como acesso à educação de qualidade e à profissionalização, e também algumas facilidades como a meia-entrada em eventos culturais e esportivos e a passagem gratuita em transportes públicos. O projeto segue para aprovação ou veto da presidente Dilma Rousseff.
Para ter acesso aos benefícios, as famílias dos jovens carentes devem estar registrada no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico). O Estatuto da Juventude não substitui as normais do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que define as diretrizes para jovens de até 18 anos. O texto aprovado nesta noite pela Câmara será aplicado excepcionalmente e quando não houver conflitos com o ECA. 
Jovens de até 29 anos pertencentes a famílias de baixa renda e estudantes terão direito a pagar metade do valor do ingresso cobrado do público em geral em eventos educativos, culturais e esportivos – contanto que não seja a Copa do Mundo, que têm regras específicas definidas pela Lei Geral da Copa. A concessão da meia-entrada é limitada a 40% do total de entradas disponíveis para cada evento.
Já nos transportes públicos interestaduais, os jovens de baixa renda terão direito a duas vagas gratuitas por veículo. Se as vagas estiverem esgotadas, haverá a reserva de dois assentos por veículo com desconto de 50%.
Discussão – A garantia aos benefícios, por meio de uma carteira estudantil, rendeu uma longa discussão entre os deputados. O Senado incorporou ao texto que o documento deve ser expedido “preferencialmente pela União dos Estudantes (UNE), pela Associação Nacional de Pós-Graduandos, pela União Brasileira dos Estudantes Secundaristas e por entidades estudantis estaduais e municipais a elas filiados”.
Os parlamentares consideraram que a alteração favorecia a concentração de poder nas instituições estudantis. “Não pode passar nessa Casa uma medida que vai aprovar uma ou duas instituições do Brasil. Cada grêmio, cada associação estudantil, cada escola secundarista tem de ter a possibilidade de emitir a carteira estudantil”, argumentou o deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS). O Democratas tentou retirar a medida do texto, mas o destaque apresentado foi rejeitado. 
Histórico – O Estatuto da Juventude foi aprovado pelos deputados em 2011 e pelos senadores em abril deste ano. No Senado, porém, a medida sofreu algumas alterações, o que levou a uma nova avaliação na Câmara dos Deputados. A relatora na Câmara, deputada Manuela D’Ávila (PCdoB-RS), restabeleceu o projeto aprovado há dois anos. O texto, agora, segue para sanção da presidente Dilma.