quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Obesidade e transtornos alimentares na adolescência


Estudos mostram que a população adolescente vem desenvolvendo problemas em relação ao peso e à alimentação.





Má alimentação é uma das causas de obesidade obesidade e transtornos alimentares na adolescência representam uma questão importante na saúde pública atual.

De acordo com dados do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (SISVAN) de 2009 13% da população adolescente está com sobrepeso e 3% com obesidade. A Área técnica de saúde do adolescente e jovem criou a caderneta de saúde do adolescente para acompanhar seu crescimento e desenvolvimento.

Esta caderneta foi distribuída em 531 municípios no ano de 2010 e tem dentre seus tópicos dicas e orientações de alimentação saudável, bem como tabelas para acompanhamento de peso e estatura de acordo com a idade.

Ainda não se tem dados sobre a população acompanhada devido o fato de a caderneta ter sido implantada no ano de 2009, no entanto a Área técnica alerta para os dados do SISVAN que são bastante preocupantes, já que para uma população em crescimento e desenvolvimento se tem problemas que seriam comuns a pessoas mais velhas cada vez mais cedo e que podem causar danos graves á saúde. Segundo estudos científicos 1% da populaçãoadolescente poderia estar obesa devido a fatores de desordens genéticas.

Outras ações estão sendo desenvolvidas além da caderneta como o Programa Saúde na Escola (PSE), uma parceria entre o Ministério da Saúde e o Ministério da Educação. Neste programa são realizadas ações como avaliação do estado nutricional e orientações sobre alimentação saudável.

O Programa Saúde na Escola já é realizado em 1.254 municípios e atende 1.547.250 jovens nas escolas da rede pública.

Dentre alguns motivos para a elevada prevalência da obesidade entre adolescentes está o sedentarismo. Resultados da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE-2009), elaborada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estratística (IBGE) e financiada pelo Ministério da Saúde, mostraram que mais de 30% dos escolares são inativos ou insuficientemente ativos – a pesquisa entrevistou 63.411 adolescentes. Situação que se agrava ainda mais quando é observada a alimentação. A PeNSE mostrou que 50% dos adolescentes consumiram guloseimas em cinco dias ou mais, nos últimos sete dias anteriores à coleta de dados.

Além do excesso de peso outro problema preocupante são os transtornos alimentares, a anorexia e bulimia nervosa têm se tornado cada vez mais conhecidas e afetado milhões de pessoas em todo o mundo, principalmente meninas e mulheres, na tentativa de alcançar o peso indicado como “ideal”.

bulimia nervosa é um transtorno alimentar caracterizado por grande e rápido consumo de alimentos, marcado por sensação de perda do controle. Ao sentir-se culpado, o indivíduo faz uso de métodos compensatórios, como vômitos ou remédios, para controlar o peso.

anorexia nervosa é caracterizada pela perda de peso intensa causada por dieta extremamente rígida, busca constante pela magreza, medo mórbido de engordar e distorção da imagem corporal, ou seja, a pessoa tem a percepção de estar gorda ou com formas aumentadas. Para isso, são utilizadas estratégias como dietas, jejum prolongado, evitar alimentos muito calóricos ou realizar atividade física exagerada.

Não há prevalências nacionais destes distúrbios alimentares, porque a subnotificação é comum (as pessoas não acreditam ou querem esconder a doença) nesses casos. Para a anorexia, a estimativa de alguns autores é de 0,5 a 1% da população e, para a bulimia, 1 a 4%.
Fonte: InstitutoSalus.com

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